O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, fez seu primeiro pronunciamento televisionado reafirmando a posição do país em manter o bloqueio do Estreito de Ormuz e alertando sobre possíveis ataques a bases militares americanas na região. A declaração intensifica as tensões entre Irã, Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio.
Em seu pronunciamento, Khamenei estabeleceu pontos cruciais sobre a posição iraniana no atual contexto de conflito:
* “Certamente também se deve continuar a utilizar o instrumento de bloqueio do Estreito de Ormuz”, declarou o líder supremo, enfatizando a importância estratégica desta rota marítima como instrumento de pressão contra adversários.
* O líder iraniano advertiu países da região que hospedam bases militares americanas, recomendando o fechamento dessas instalações: “Esses países devem definir sua posição em relação aos agressores contra nossa pátria e aos assassinos de nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível”.
* Khamenei sinalizou a possibilidade de expansão do conflito, mencionando que “a abertura de outras frentes” foi estudada e poderá ser implementada conforme a evolução da situação.
O filho do ex-líder supremo Ali Khamenei enfatizou que o Irã manterá sua política de retaliação: “Não deixaremos de vingar o sangue de nossos mártires”, afirmou, destacando que o processo de vingança continuará até ser “plenamente realizado”. Ele ressaltou que ataques contra civis, especialmente o incidente em uma escola iraniana, receberão atenção especial nas respostas de Teerã.
Khamenei também abordou a questão de compensações financeiras, indicando que o país poderá confiscar ou destruir bens do inimigo caso não haja pagamento de indenizações pelos danos causados.
Em um apelo à unidade nacional, o líder supremo convocou a população para as manifestações do Dia de Jerusalém, enfatizando que “o elemento de enfrentamento ao inimigo deve receber a atenção de todos”. Ele reiterou ainda que, apesar das tensões, o Irã mantém seu compromisso com a amizade regional, esclarecendo que os alvos são exclusivamente as instalações militares adversárias.