Alana Anísio, estudante de 20 anos, sobreviveu a um ataque brutal após rejeitar um relacionamento com um homem que conheceu em uma academia em São Gonçalo, Rio de Janeiro. A jovem foi esfaqueada mais de 30 vezes e passou 15 dias em coma, recebendo alta hospitalar após aproximadamente um mês de internação.
O caso começou de forma aparentemente inocente, com olhares na academia e gestos românticos anônimos, mas evoluiu para uma tentativa de feminicídio que chocou a comunidade local.
* Em junho do ano anterior, Luiz Felipe, 22 anos, começou a enviar flores e chocolates anônimos para a residência de Alana Anísio, mantendo uma frequência mensal de entregas
* Em dezembro, após o quinto envio, ele finalmente se identificou como “Felipe da academia” e declarou seu interesse
* Alana educadamente recusou o interesse, explicando que estava focada nos estudos
* Após a rejeição inicial, o suspeito aparentemente aceitou a resposta e cessou as tentativas de contato
* Posteriormente, Luiz Felipe invadiu a residência de Alana e a atacou violentamente com múltiplas facadas nos braços, pescoço e rosto
* O ataque só foi interrompido quando a mãe da vítima, Jaderluce Anisio de Oliveira, chegou ao local
“Quando eu cheguei lá, ele tava em cima dela esfaqueando ela. Ele não parou, ele não correu. Eu que tirei ele de cima dela. Ela estava toda ensanguentada, não dava nem para ver o rosto da minha filha. Uma cena muito impactante”, relatou Jaderluce.
A psicóloga Priscila Fortini, especialista em atendimento a vítimas de violência, destaca que o caso evidencia a dificuldade de alguns homens em lidar com a rejeição e o sentimento de posse sobre mulheres. Segundo ela, muitos agressores são influenciados por discursos que objetificam as mulheres.
Apesar do trauma sofrido, Alana Anísio mantém seus objetivos de vida. Sua mãe compartilha a preocupação com o futuro da filha, mas ressalta que o verdadeiro sonho da jovem é tornar-se médica.
Luiz Felipe foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e o caso segue sob investigação.