O Irã intensificou seus ataques contra países aliados dos Estados Unidos no Golfo, gerando uma escalada sem precedentes na tensão regional. Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein foram os principais alvos de uma série de ataques com mísseis balísticos e drones, atingindo tanto instalações militares quanto infraestruturas civis.
Segundo informações do Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, o país já havia interceptado 165 mísseis balísticos, dois mísseis de cruzeiro e 541 drones iranianos. No Bahrein, relatos indicam ataques ao aeroporto do país, com testemunhas descrevendo “estrondos enormes e sirenes tocando”.
* O Irã expandiu seus alvos para além de instalações militares, como o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA no Bahrein
* Infraestruturas civis, incluindo aeroportos, hotéis de luxo e shoppings, foram atingidas
* O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à Al Jazeera: “Não estamos atacando nossos vizinhos nos países do Golfo Pérsico, estamos mirando a presença dos EUA nesses países”
Os países do Golfo tentaram sinalizar ao Irã que não faziam parte do ataque inicial lançado pelos Estados Unidos e Israel. No entanto, acabaram sendo alvos por serem parceiros militares históricos de Washington. A Arábia Saudita e Omã, embora também abriguem forças militares americanas, foram menos afetados comparativamente.
A escala dos ataques atuais supera episódios anteriores de tensão na região. Em 2019, uma milícia apoiada pelo Irã atacou instalações da Saudi Aramco, e em junho passado, o Irã disparou mísseis contra a base aérea de al-Udaid, no Catar.
* Os EUA e Israel tentam destruir a capacidade iraniana de lançar mísseis e drones
* O Irã enfrenta o dilema entre intensificar ataques ou preservar seu arsenal
* As defesas aéreas dos adversários do Irã são limitadas, gerando preocupação sobre cenários futuros
O equilíbrio de poder favorece os EUA e Israel, que contam com duas unidades de porta-aviões americanos na região e mais de 200 aviões de guerra. O Irã, sob sanções há anos, não possui uma força aérea significativa, mas mantém capacidade de resistência.
As negociações para resolução do conflito dependem de três exigências americanas: contenção do programa nuclear iraniano, fim do programa de mísseis balísticos e interrupção do apoio a milícias aliadas na região. Embora Omã indique progressos nas discussões sobre a questão nuclear, o Irã resiste em discutir os outros pontos.