Em uma demonstração de força da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou neste domingo uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu importantes lideranças da direita brasileira. O evento, que aconteceu simultaneamente em 33 cidades do país, incluindo 21 capitais, teve como principais pautas críticas ao presidente Lula, ao STF e pedidos de liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como principal estrela do evento, Flávio Bolsonaro fez sua primeira aparição em um ato de grande porte desde que foi indicado como pré-candidato à presidência pelo pai. Usando colete à prova de balas, o senador discursou para uma multidão que ocupava cerca de dois quarteirões da Avenida Paulista.
* O evento foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) com o mote “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, reunindo manifestantes que portavam cartazes e bonecos criticando autoridades
* Em seu discurso, Flávio Bolsonaro manteve o tom moderado das últimas semanas, declarando: “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do STF que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos a maioria no Senado”
* Participaram do ato importantes figuras como os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais), o pastor Silas Malafaia e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto
* Eduardo Bolsonaro participou virtualmente dos Estados Unidos, fazendo um breve pronunciamento em apoio à candidatura do irmão Flávio
* Os governadores presentes adotaram tom eleitoral, com Caiado prometendo “anistia plena, geral e irrestrita” caso chegue à presidência, e Zema criticando os “intocáveis” de Brasília
* O pastor Silas Malafaia fez um dos discursos mais contundentes contra o STF, criticando especialmente o ministro Alexandre de Moraes
* O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro, afirmando que “o time está escalado”
A manifestação evidenciou a estratégia da direita de manter um tom mais moderado em relação ao STF, focando nos pedidos de anistia para Jair Bolsonaro e para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. No entanto, alguns participantes, como o deputado Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia, optaram por críticas mais diretas aos ministros da Corte.