Com o tema “Água e Gênero”, a data de 2026 alerta como a crise hídrica impacta mulheres e defende inclusão social e justiça no acesso à água

Enio Fonseca: “Dia Mundial da Água 2026: Entre o Desafio Global e a Inclusão Hídrica”
Com o tema “Água e Gênero”, a data de 2026 alerta como a crise hídrica impacta mulheres e defende inclusão social e justiça no acesso à água
O Dia Mundial da Água, celebrado anualmente em 22 de março, consolidou-se como um marco indispensável para a reflexão sobre o manejo do recurso mais vital do planeta. Em 2026, a data assume um papel ainda mais estratégico sob o tema global “Água e Gênero”, focado em inovação, inclusão e sustentabilidade.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), no Rio de Janeiro, com as celebrações oficiais iniciando-se em 1993. O objetivo central é alertar para a importância da preservação da água doce e garantir a sobrevivência de todos os ecossistemas.
Para 2026, a escolha do tema “Água e Gênero” pela UN-Water destaca como o acesso desigual à água impacta desproporcionalmente mulheres e meninas, que frequentemente são as principais responsáveis pela coleta e gestão doméstica da água em comunidades vulneráveis.
As variações climáticas têm exercido uma pressão crescente sobre a disponibilidade de recursos hídricos, enquanto o aumento da demanda por água torna ainda mais urgente a adoção de práticas eficientes para a redução do consumo desse recurso natural.
Proteger as áreas de recarga de água, as nascentes, combater a poluição hídrica, o consumo excessivo, são providências urgentes que a sociedade precisa tomar, hoje e todos os dias, para enfrentarmos as mudanças climáticas, garantir o abastecimento público de água, a dessedentação animal, a produção agrícola, o transporte fluvial e a geração de energia.
A matriz elétrica brasileira é uma das mais renováveis do mundo, isso porque grande parte da energia elétrica gerada no Brasil vem de usinas hidrelétricas.
A situação do uso da água no mundo é crítica. Dados recentes indicam que:
Essa escassez gera disputas hídricas intensas, tanto em níveis locais (conflitos entre agronegócio, mineração e consumo humano) quanto internacionais (gestão de bacias compartilhadas), tornando a água um ativo de segurança nacional.
Também no dia 22 de março de 1992, a ONU, divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que é ordenada em dez artigos. Veja a seguir alguns trechos dessa declaração:
– A água faz parte do patrimônio do planeta; a água é a seiva do nosso planeta; os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados; o equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos; a água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores; a água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo; a água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada; a utilização da água implica respeito à lei; a gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social; o planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
Em 2026, as celebrações no Brasil ganham reforço com agendas integradas:
O Dia Mundial da Água em 2026 reforça que a solução para a crise hídrica não passa apenas por obras de engenharia, mas por políticas de inclusão social e justiça de gênero, garantindo que a inovação chegue a quem mais precisa.
