Ele está nos EUA há aproximadamente um ano

Eduardo Bolsonaro diz que teve contas bloqueadas por Moraes
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) denunciou nesta terça-feira, 24, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio de suas contas bancárias e de sua esposa, Heloísa Bolsonaro. O filho do ex-presidente alegou que a medida visa “asfixiar financeiramente” sua família e compromete o sustento de seus filhos pequenos.
A denúncia surge em um momento crítico para Eduardo Bolsonaro, que enfrenta múltiplos desafios legais e profissionais:
* Atualmente autoexilado nos Estados Unidos há aproximadamente um ano, teve seu mandato como deputado federal cassado em dezembro de 2025 pela Mesa Diretora da Câmara devido ao excesso de faltas.
* A Polícia Federal determinou seu retorno imediato ao cargo de escrivão em Angra dos Reis (RJ) em janeiro. Sua ausência resultou na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por indícios de abandono de cargo, sendo preventivamente afastado das funções em fevereiro.
* Em decisão recente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a PF a utilizar provas do inquérito criminal contra Eduardo no PAD, considerando o compartilhamento “razoável, adequado e pertinente”.
Em sua manifestação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro mencionou que não está recebendo seu salário de escrivão, estimado em “quase R$ 20 mil”, e fez referências a supostos contratos envolvendo familiares do ministro Moraes.
O ex-deputado expressou preocupação com uma possível condenação por improbidade administrativa, que poderia torná-lo inelegível por oito anos. Em sua defesa, comparou sua situação com a da ex-presidente Dilma Rousseff, alegando tratamento diferenciado.
Vale ressaltar que Moraes já havia determinado o bloqueio de bens, contas bancárias e chaves Pix de Eduardo em julho de 2025, relacionado a um inquérito sobre possível articulação de sanções do governo americano contra autoridades brasileiras. Eduardo Bolsonaro é réu no STF por coação no curso do processo, sendo acusado de pressionar o Judiciário brasileiro durante o julgamento que resultou na condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Sua defesa argumenta que suas ações constituem exercício de liberdade de expressão.