
Foto: Divulgação/Cruzeiro
O Cruzeiro apresenta um novo estilo de jogo no Campeonato Brasileiro de 2026, priorizando a posse de bola e o controle das partidas, em contraste com a temporada anterior, quando apostava em transições rápidas. No entanto, esta mudança tática tem se mostrado um desafio quando o assunto é converter o domínio em gols.
A equipe celeste demonstra números expressivos no quesito posse de bola, tendo superado seus adversários em seis dos oito jogos disputados até o momento no Brasileirão. Porém, a efetividade ofensiva não tem acompanhado este domínio territorial.
Análise das Partidas
Contra Botafogo, Flamengo e Santos, mesmo com maior posse de bola, o ataque cruzeirense não conseguiu balançar as redes. Nos confrontos com Coritiba e Athletico-PR, apesar do domínio, o time marcou apenas um gol em cada partida. A melhor performance ocorreu diante do Vasco, quando a equipe aliou maior posse de bola com três gols marcados.
Curiosamente, nas duas partidas em que teve menos posse (Mirassol e Corinthians), o Cruzeiro conseguiu marcar gols - duas vezes contra o Mirassol e uma vez contra o Corinthians
Oportunidades Criadas
Contra Botafogo e Vasco, o time criou quatro grandes chances em cada jogo. Nos jogos contra Mirassol, Flamengo e Santos, criou apenas uma grande oportunidade em cada partida. No confronto com o Athletico-PR, foram duas grandes chances. Já contra Coritiba e Corinthians, não houve grandes oportunidades além dos gols marcados.
O aproveitamento das chances também tem sido um ponto crítico. Contra o Botafogo, por exemplo, nenhuma das quatro grandes oportunidades foi convertida em gol. O mesmo ocorreu nos jogos contra Flamengo e Santos, onde a única grande chance criada em cada partida não foi aproveitada. A estatística de finalizações mostra que o Cruzeiro mantém um volume ofensivo considerável, superando seus adversários na maioria dos jogos em número de chutes. No entanto, a precisão nas finalizações tem sido um dos principais problemas da equipe mineira neste início de campeonato.