No Brasil, houve alta de 0,4%

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O comércio em Minas Gerais iniciou o ano de 2026 com uma retração de 0,4%, contrastando com o crescimento nacional de 0,4% registrado pelo IBGE no mesmo período. A queda é atribuída principalmente à concentração de impostos como IPTU e IPVA no início do ano, além dos juros elevados que têm desencorajado a compra de bens duráveis.
O cenário econômico mineiro apresenta diferentes aspectos que influenciam o desempenho comercial. Enquanto setores como combustíveis e lubrificantes contribuíram negativamente para o resultado, o mercado de trabalho aquecido tem sido um fator positivo, ajudando a manter o padrão de consumo das famílias no estado.
Em busca de soluções para o setor, representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais realizaram reuniões com a Receita Federal. O objetivo foi propor medidas de apoio às empresas de Juiz de Fora e Ubá, incluindo a prorrogação de tributos federais para abril, maio e junho, além de um parcelamento especial com prazos estendidos. Estas medidas visam auxiliar empresários afetados por inundações que causaram perdas de estoques e equipamentos.
No setor lácteo, após nove quedas consecutivas, o preço do leite pago ao produtor em Minas Gerais registrou aumento no pagamento de fevereiro, referente à produção de janeiro. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o aumento foi de 1,79%, com o litro sendo comercializado a R$ 2,06. Apesar da alta, o valor ainda está 24% abaixo do praticado no ano anterior, sendo o incremento resultado de ajustes na produção e aumento do consumo.