Acusação é de abuso de poder nas eleições de 2022

Governador do Rio, Claudio Castro | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma nesta terça-feira o julgamento que pode tornar o ex-governador Cláudio Castro inelegível até 2030, impedindo-o de disputar uma vaga no Senado este ano. O processo analisa acusações de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.
Na véspera da retomada do julgamento, Castro anunciou sua renúncia ao cargo de governador do Rio de Janeiro. Em pronunciamento no Palácio Guanabara, declarou que deixou a função “de cabeça erguida”, embora sua decisão não interfira no andamento do processo na Corte eleitoral.
O processo teve início em 10 de março, sendo interrompido após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação, com votos favoráveis da relatora Isabel Gallotti e do ministro António Carlos Ferreira.
As acusações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral apontam para o uso irregular de órgãos estaduais durante a campanha eleitoral. De acordo com a denúncia, a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro teriam sido utilizadas para contratar cabos eleitorais com recursos públicos.
O processo também investiga o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e o vice-governador Thiago Pampolha, que podem perder seus cargos e direitos políticos caso sejam condenados. O julgamento avalia não apenas o exercício do mandato, mas principalmente a regularidade do processo eleitoral e possíveis punições individuais.