
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 30, que o endividamento das famílias brasileiras junto ao sistema financeiro permaneceu estável em 49,7% durante o mês de janeiro, mantendo o mesmo patamar de dezembro de 2025. Este índice aproxima-se do recorde histórico de 49,9%, registrado em julho de 2022.
Quando analisados os dados excluindo as dívidas imobiliárias, observa-se uma ligeira alta no endividamento, que passou de 31,2% em dezembro para 31,3% em janeiro. O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) também apresentou elevação, subindo de 29,2% para 29,3%. No segmento habitacional, o Banco Central reportou um crescimento de 0,8% no estoque das operações de crédito direcionado para pessoa física em fevereiro, em comparação com janeiro.
O saldo alcançou R$ 1,326 trilhão, representando um aumento de 11,6% em 12 meses. Em relação ao financiamento de veículos, o estoque de operações de crédito livre para pessoas físicas registrou crescimento de 1,3% em fevereiro, atingindo R$ 408,482 bilhões. Na análise dos últimos 12 meses, o aumento acumulado foi de 16,2%. O cenário apresentado pelo Banco Central demonstra uma estabilidade no endividamento geral das famílias, porém com crescimento em setores específicos como habitação e veículos, indicando uma dinâmica variada no comportamento do crédito no país.