Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, alertou nesta segunda-feira (2/3) sobre a necessidade do Brasil se preparar para possíveis agravamentos no conflito do Oriente Médio, envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Em entrevista à GloboNews, Amorim expressou preocupação com a crescente tensão na região e suas possíveis consequências globais. O embaixador enfatizou a complexidade da situação atual e os riscos de uma escalada ainda maior do conflito.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, declarou Celso Amorim, destacando sua preocupação com o “aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento”.
O assessor presidencial também chamou atenção para o papel do Irã no fornecimento de armamentos para grupos xiitas em outros países e grupos radicais, aumentando a complexidade da situação. Amorim destacou ainda o desafio diplomático atual, especialmente considerando o próximo encontro bilateral com Trump em Washington, ressaltando a importância de “encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência”.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil já se manifestou sobre a situação, expressando solidariedade aos países atingidos por ataques retaliatórios do Irã e defendendo o fim das ações militares na região do Golfo. Em nota oficial, o ministério classificou a escalada como uma grave ameaça à paz.