ANP descarta falta de combustível no Brasil, mas monitora especulação no mercado

ANP descarta falta de combustível no Brasil, mas monitora especulação no mercado

Agência reguladora afirma que distribuidoras seguem abastecidas apesar da alta do petróleo, mas monitora possível especulação de mercado

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) descartou rumores sobre possível escassez de combustíveis no Brasil, apesar das recentes perturbações na cadeia de abastecimento. Fontes da agência indicam que as distribuidoras seguem adequadamente abastecidas, mesmo com a elevação nas cotações do petróleo e derivados nos últimos onze dias.

A situação atual do mercado de combustíveis apresenta alguns desafios, principalmente considerando que entre 20% e 30% do volume de diesel consumido no país é importado. No entanto, as análises preliminares da ANP não indicam risco de desabastecimento.

Análise do Cenário Atual

* Técnicos da ANP já coletaram informações junto aos distribuidores e devem apresentar conclusões à diretoria colegiada, com dados preliminares afastando qualquer hipótese de escassez.

* Fontes da agência sugerem que intermediários podem estar aumentando sua demanda por combustível ante possíveis reajustes da Petrobras, numa estratégia de “estocar mais produto na baixa para vender na alta”.

* Distribuidoras menores e TRRs (Transportador-Revendedor-Retalhista) estariam possivelmente retendo volumes para comercialização futura a preços mais elevados.

Impacto nos Preços e Mercado

O petróleo tipo Brent, que estava na faixa dos US$ 72 por barril há onze dias, atingiu US$ 98,96, chegando a ultrapassar US$ 119 durante as negociações. Esta variação impactou significativamente o PPI (Preços de Paridade Internacional) dos combustíveis.

Segundo dados da consultoria StoneX, o diesel no Golfo do México chegou a estar 63,4% acima dos preços praticados pela Petrobras, enquanto o produto de outras origens, como o russo, apresentou diferença de 50,7%.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, indicou que reajustes imediatos estão descartados, embora a política de preços será respeitada. A volatilidade atual dos preços, com variações de até US$ 20 em poucas horas, reforça momentaneamente esta posição.

A ANP mantém-se vigilante e, caso necessário, poderá editar normas para garantir o cumprimento das cotas já estabelecidas entre fornecedores e distribuidores, assegurando assim a estabilidade do abastecimento nacional.

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