O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou-se sobre a atual situação política entre o Legislativo e o Executivo, declarando que está aberto ao diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração surge em um momento de tensão entre os Poderes, após decisões polêmicas envolvendo a CPMI do INSS.
Em meio ao clima de tensão política, Alcolumbre destacou a importância do respeito institucional mútuo. “A gente espera ser chamado por todas as pessoas por quem temos respeito e consideração. E, naturalmente, da mesma maneira que, em outras oportunidades, quando eu desejei conversar pessoalmente com o presidente da República, eu o procurei”, afirmou o presidente do Senado.
O momento delicado na relação entre os Poderes tem como pano de fundo a recente decisão de Alcolumbre de manter a votação da CPMI do INSS, que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Em sua manifestação, o presidente do Senado reforçou a importância da harmonia institucional: “É legítimo, inclusive, que, se ele desejar falar comigo, ele também me procure, para que possamos continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia”.
Nos bastidores, existe a movimentação de interlocutores do governo e aliados de Alcolumbre para viabilizar um encontro entre os dois líderes ainda nesta semana. O objetivo é minimizar o desgaste político causado pelos acontecimentos recentes envolvendo a CPMI.
Em decisão recente, Alcolumbre rejeitou um recurso apresentado por parlamentares do PT que solicitavam a anulação da votação da comissão. A base governista argumentava haver erro na contagem dos votos. Ao justificar sua decisão, o presidente do Senado declarou: “Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI”.