Zema nega publicamente a possibilidade

Foto: Elizabete Guimarães/ALMG
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, apresentou nesta segunda-feira, 23, suas considerações sobre possíveis articulações políticas para as próximas eleições. Em destaque, apontou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como candidato “ideal” para vice em uma eventual chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mesmo com as negativas públicas de Zema sobre essa possibilidade.
Durante conversa com jornalistas após um jantar com empresários do grupo Esfera Brasil em São Paulo, Valdemar Costa Neto destacou a importância estratégica de Minas Gerais no cenário eleitoral. “Minas é Minas. Isso não tem preço para nós”, afirmou o presidente do PL, ressaltando o peso político do estado, mesmo com Zema não figurando entre os mais bem avaliados nacionalmente.
O líder partidário também teceu elogios à senadora Tereza Cristina (PP-MS), destacando seu carisma e a crescente relevância das mulheres na política. No entanto, deixou claro que não houve conversas formais com nenhum dos possíveis candidatos. “São nomes bons, ótimos. Mas quem vai decidir é o Flávio. E o Bolsonaro. Quem manda é o Bolsonaro”, declarou, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em relação ao cenário fluminense, Valdemar Costa Neto revelou que o PL considera lançar candidatura própria ao governo do Rio de Janeiro. Sobre o atual prefeito e pré-candidato Eduardo Paes, avaliou que, apesar de sua boa liderança, “não tem voto no interior” do Estado, contrastando com a forte presença do PL em municípios do interior fluminense.
Para São Paulo, Valdemar Costa Neto manifestou a intenção de pleitear a indicação do vice na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2026. Justificou essa pretensão com base na expressiva bancada do PL na Assembleia Legislativa, com 20 deputados estaduais. “Na eleição passada, eu cedi a vice para o Kassab. Agora é a nossa vez”, afirmou.
As declarações de Valdemar Costa Neto demonstram as primeiras movimentações do PL para as próximas disputas eleitorais, evidenciando estratégias tanto no âmbito nacional quanto nos principais colégios eleitorais do país.