A Receita Federal anunciou nesta terça-feira, 24, que a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 325,751 bilhões em janeiro de 2026, representando um crescimento real de 3,56% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este valor representa o maior resultado mensal desde 2011, considerando a inflação do período.
O desempenho excepcional foi impulsionado por diversos fatores positivos, com destaque para o crescimento significativo em diferentes áreas de arrecadação:
* O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou um crescimento expressivo de 32,56%, totalizando R$ 14,683 bilhões
* A Receita Previdenciária registrou uma arrecadação de R$ 63,459 bilhões, com crescimento real de 5,48%, impulsionada pelo aumento de 3,89% na massa salarial e elevação de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional
* O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) alcançou R$ 8,009 bilhões, representando um acréscimo real de 49,05%, principalmente devido às operações de câmbio e alterações na legislação tributária
* O PIS/Pasep e a Cofins tiveram uma arrecadação conjunta de R$ 56,005 bilhões, com crescimento real de 4,35%, refletindo o aumento no volume de vendas e serviços
O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das expectativas do mercado, que projetava uma arrecadação de R$ 326,100 bilhões, conforme pesquisa Projeções Broadcast. As estimativas variavam entre R$ 322 bilhões e R$ 332,6 bilhões.
Vale ressaltar que no final de 2025, o Congresso aprovou medidas que impactam a arrecadação, incluindo aumentos nas alíquotas de fintechs e bets, além de alterações no JCP. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs foi estabelecida de forma escalonada, começando em 12% até 2027 e aumentando para 15% a partir de 2028.
O desempenho positivo da arrecadação em janeiro reflete tanto o impacto das novas medidas tributárias quanto a melhoria nos indicadores econômicos, como o crescimento no volume de vendas e serviços registrado pelo IBGE.