Laudos apontam que cão sofreu pancada contundente na cabeça

Polícia Civil pede internação provisória de adolescente suspeito de agredir o cão Orelha
A Polícia Civil solicitou a internação provisória do adolescente suspeito de agredir o cão comunitário Orelha, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis. O caso ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, quando o animal foi encontrado gravemente ferido e, apesar dos cuidados veterinários, não resistiu aos ferimentos.
O jovem responderá por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. Segundo a investigação, o suspeito apresentou contradições em seu depoimento e omitiu informações importantes durante o processo investigativo.
* De acordo com o delegado Renan Balbino, as câmeras de segurança registraram o adolescente saindo do condomínio às 5h25 da manhã e retornando às 5h58 com uma amiga
* O suspeito alegou ter permanecido na piscina do condomínio, contradizendo as imagens de segurança
* Laudos da Polícia Científica indicam que o cão Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido
* O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina
* A internação provisória tem prazo máximo de 45 dias, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente
* O ECA estabelece que menores de 18 anos não podem receber penas previstas no Código Penal
* Em casos de ato infracional confirmado, podem ser aplicadas medidas como advertência, prestação de serviços comunitários ou internação
A defesa do adolescente, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmou em nota que “informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.
O caso segue em andamento, aguardando decisão judicial sobre o pedido de internação provisória.