Morte ocorreu no último domingo (22)

Foto: Reprodução
O poderoso líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, foi morto durante uma operação militar no último domingo (22) em um luxuoso complexo turístico em Tapalpa, oeste do México. O narcotraficante tentou resistir ao cerco militar com seus comparsas, mas acabou sendo atingido por disparos durante a fuga pela floresta.
O confronto começou nas primeiras horas da manhã, quando forças especiais do Exército se aproximaram da cabana onde “El Mencho” se escondia no Tapalpa Country Club. “Foi um terror, (…) ouvia-se as metralhadoras (disparando) da terra para o ar e do ar para a terra”, relatou à AFP um turista que estava hospedado no local e pediu anonimato por questões de segurança.
* As autoridades conseguiram localizar “El Mencho” através de informações fornecidas por sua namorada, que esteve com ele pela última vez na luxuosa cabana
* O complexo turístico ficou isolado por dias, com turistas impedidos de deixar o local até terça-feira (24)
* O confronto durou horas, com intenso tiroteio entre militares e seguranças do narcotraficante
* Após ser atingido, “El Mencho” foi transportado de helicóptero, mas não resistiu aos ferimentos
A residência onde o narcotraficante se escondia apresentava características peculiares, incluindo enormes imagens religiosas na área externa. Após o confronto, o local ficou repleto de cartuchos deflagrados e um Jeep abandonado com as portas abertas. No interior da cabana, foram encontrados móveis com gavetas abertas, camas desarrumadas, uma mesa com imagens religiosas, velas, uma oração manuscrita e medicamentos para problemas renais, que supostamente afetavam Oseguera.
A morte de “El Mencho” desencadeou uma onda de violência em 20 dos 32 estados mexicanos. O CJNG organizou bloqueios em rodovias, incêndios em postos de combustível e comércios como retaliação. Em Tapalpa, veículos foram incendiados para bloquear as rotas de acesso, e pistoleiros chegaram a abrir uma vala no meio da estrada.
A cidade turística de aproximadamente 23 mil habitantes, conhecida por seu charme e turismo de montanha, teve sua rotina completamente alterada. Os visitantes precisaram deixar o local em caravanas escoltadas por veículos oficiais, enquanto a região permanecia sob forte presença militar.