Correios não cumprem meta de entrega em todo país

Correios não cumprem meta de entrega em todo país

Nenhuma unidade estadual dos Correios atingiu meta de entregas no prazo até setembro de 2025. Empresa busca solução com empréstimo bilionário e medidas emergenciais

Os Correios enfrentam uma grave crise operacional, com nenhuma unidade estadual atingindo as metas de entrega estabelecidas até setembro de 2025. A empresa alcançou apenas 90,18% das entregas no prazo, ficando abaixo da meta de 95,54%.

A situação é particularmente crítica na Região Norte, onde se encontram seis dos sete piores índices de entrega do país. Roraima apresentou o desempenho mais baixo, com apenas 64,84% de entregas no prazo, muito abaixo da meta de 94,84%.

Principais Problemas e Medidas

* A estatal enfrenta graves problemas financeiros, acumulando R$ 3,7 bilhões em dívidas com fornecedores, fundo de pensão Postalis, plano de saúde dos funcionários e tributos federais.

* Transportadoras entraram com 58 processos judiciais, envolvendo 41 empresas, cobrando R$ 104 milhões em faturas atrasadas até julho.

* Em março, várias empresas anunciaram paralisação dos serviços de transporte de cargas a partir de 1º de abril, agravando ainda mais a situação.

Para enfrentar a crise, a empresa implementou diversas medidas:

* Reestruturação do fluxo de caixa, priorizando pagamentos a fornecedores logísticos
* Negociação de parcelamentos para retomada dos serviços
* Contratação emergencial de operadores logísticos regionais
* Implementação de matriz de criticidade para priorizar encomendas urgentes
* Otimização da malha de transporte e contratação de viagens extras

Como solução financeira, os Correios fecharam em dezembro de 2025 um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco grandes bancos: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O acordo, que conta com garantia da União, tem validade até 2040 e faz parte do plano de reestruturação da empresa.

“O acompanhamento dos registros no sistema SIAT e das ações direcionadas evidenciam carga represada nas origens e destinos”, justificou a estatal sobre os atrasos nas entregas.

A empresa também reconheceu que existem “lacunas no processo de tratamento nos principais centralizadores exportadores de carga das Superintendências Estaduais (SE) do Grupo I e II, motivadas pela falta de mão de obra contratada por Execução Indireta de Serviços – EIS e necessidades de ajustes no processo produtivo”.

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