Agro registra US$ 1,4 bilhão em exportações

Brasil bate recorde em exportação de frutas em 2025
O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico significativo no setor de frutas em 2025, registrando números recordes pelo terceiro ano consecutivo. As exportações atingiram US$ 1,4 bilhão em valor FOB e 1,3 milhão de toneladas, representando um crescimento de 11% em receita e 20% em volume em comparação com 2024, conforme análise do Radar Agro do Itaú BBA.
Mesmo enfrentando desafios externos, como o aumento de tarifas pelos Estados Unidos, o setor demonstrou resiliência, apoiado pela recuperação da produção nacional e forte demanda europeia. A União Europeia manteve-se como principal destino, recebendo 62% das exportações, seguida pelo Reino Unido (16%) e Argentina (7%).
* A manga apresentou crescimento de 13% no volume exportado, alcançando 290 mil toneladas, apesar de uma queda de 4% na receita devido às tarifas americanas
* O melão registrou avanço expressivo com 283 mil toneladas exportadas, representando aumentos de 16% em volume e 25% em receita
* O limão teve incremento de 16% no volume exportado, consolidando o Brasil como 5º maior exportador mundial
* A uva atingiu 62 mil toneladas enviadas, gerando US$ 158 milhões
* A melancia bateu recorde com 185 mil toneladas exportadas
A imposição tarifária implementada em julho de 2025 elevou a alíquota total para 50%, afetando principalmente manga e uva. A participação dos EUA nas exportações de manga caiu para 13%, enquanto na uva o impacto foi mais severo, reduzindo de 23% para 6,7% do total exportado.
As importações de frutas pelo Brasil cresceram 5%, totalizando US$ 1 bilhão. A balança comercial do setor manteve-se positiva, com superávit de US$ 423 milhões, considerando frutas frescas e secas, excluindo castanhas e nozes.
* Maçã: US$ 233,2 milhões
* Pera: US$ 158,9 milhões
* Kiwi: US$ 98,7 milhões
* Uva Seca: US$ 65,4 milhões
* Morango Congelado: US$ 43,8 milhões
O cenário para 2026 mantém-se otimista, especialmente para a maçã, com expectativa de maior disponibilidade para exportações e menor necessidade de importações devido à recuperação dos pomares nacionais.