Ação teria ocorrido com dados roubados

Sistema do CNJ e invadido e há tentativa de emissão de mandados de prisão contra Lula e Moraes
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta quinta-feira (22) uma nova tentativa de manipulação em seu sistema, ocorrida na última terça-feira (20). Desta vez, houve uma tentativa de expedir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com o órgão, não houve efetiva expedição dos mandados, apenas uma “substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras”. O CNJ enfatizou que não houve invasão do sistema, mas sim o uso indevido de credenciais pertencentes a usuários de tribunais, obtidas através de roubo.
O método de manipulação dos dados é similar ao utilizado em dezembro, quando foram expedidos alvarás de soltura fraudulentos que resultaram na fuga de quatro detentos do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte.
* A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, no Rio de Janeiro, em 14 de fevereiro, o líder de uma organização criminosa especializada em acessar ilegalmente o sistema do Judiciário
* Ricardo Lopes de Araujo, um dos fugitivos do presídio em BH, foi capturado junto com Matheus Filipe do Nascimento Silva, apontado como principal operador da fase final do esquema
* As investigações revelaram que a organização utilizava credenciais de juízes para acessar o sistema do CNJ
* O grupo é investigado por diversos crimes, incluindo emissão fraudulenta de alvarás, alteração de mandados de prisão e desbloqueio de valores retidos pela Justiça
Em nota oficial, o CNJ informou que a Divisão de Segurança da Informação do Conselho identificou que as ações foram realizadas através de credenciais comprometidas. O órgão ressaltou que o incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos, garantindo que não houve comprometimento dos sistemas do CNJ.
Até o momento, não há evidências que conectem esta nova tentativa de manipulação do sistema com o grupo criminoso previamente identificado em dezembro.