Dados são de ONGs de direitos humanos

Foto: ONU/Reprodução
O chefe do judiciário do Irã, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou nesta quarta-feira (14) medidas severas contra manifestantes, incluindo julgamentos acelerados e possíveis execuções, em meio a crescentes tensões no país. A situação se agrava com o número alarmante de mortos nos protestos, que já ultrapassa 2.571 pessoas, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.
A escalada da violência nos protestos no Irã atingiu níveis sem precedentes, superando significativamente o número de vítimas de manifestações anteriores no país, aproximando-se da magnitude dos eventos ocorridos durante a Revolução Islâmica de 1979.
Em uma demonstração de força do regime, o Irã realizou um funeral em massa para 300 membros das forças de segurança que perderam suas vidas durante as manifestações. O evento reuniu dezenas de milhares de pessoas que prestaram suas homenagens portando bandeiras nacionais e fotos do aiatolá Ali Khamenei. Os caixões, decorados com bandeiras iranianas e cobertos por rosas vermelhas e brancas, foram dispostos em meio a fotografias emolduradas das vítimas.
A tensão permanece palpável nas ruas iranianas, com agentes à paisana ainda patrulhando determinados bairros, embora as forças regulares anti-motim e os membros da força paramilitar Basij, braço voluntário da Guarda Revolucionária, aparentemente tenham retornado às suas bases.