Previsão fica abaixo do teto da inflação

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
A mediana das projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026 apresentou uma redução, passando de 4,05% para 4,02%, conforme dados divulgados pelo relatório Focus nesta segunda-feira (19). Este valor está significativamente abaixo do teto da meta contínua de inflação, que é de 4,50%.
Considerando apenas as estimativas mais recentes, atualizadas nos últimos cinco dias úteis por 51 instituições, houve um ligeiro aumento na mediana, que passou de 4,00% para 4,02%. Em relação ao mês anterior, quando a projeção estava em 4,06%, observa-se uma tendência de queda nas expectativas.
* Para 2027, a projeção do IPCA manteve-se estável em 3,80% pela 11ª semana consecutiva, mesmo considerando apenas as 44 estimativas mais recentes
* As projeções para 2028 e 2029 permaneceram inalteradas em 3,50%, mantendo esta estabilidade por 11 e 20 semanas consecutivas, respectivamente
* O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo dados do IBGE
O Banco Central prevê que o IPCA encerrará 2026 com alta de 3,5%, conforme comunicado da última reunião do Copom. A autoridade monetária espera que a inflação em 12 meses alcance 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027.
A partir de 2025, o sistema de meta de inflação passou por mudanças significativas, tornando-se contínuo, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta foi estabelecido em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
“O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, afirma o texto do Banco Central, que reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta no último Relatório de Política Monetária.
Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses registrou queda para 4,46%, ficando abaixo do teto estabelecido, demonstrando progresso no controle inflacionário.