A Alemanha anunciou o envio de uma equipe de reconhecimento à Groenlândia, em uma iniciativa coordenada com outros membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A missão, que acontece sob comando dinamarquês, visa avaliar a segurança no Ártico diante de possíveis ameaças russas e chinesas na região.
O governo alemão confirmou que as Forças Armadas (Bundeswehr) iniciarão a operação com o deslocamento da equipe para a Dinamarca, de onde partirão em voo conjunto com outros aliados rumo à Groenlândia. A missão tem como principal objetivo estabelecer uma análise detalhada das condições locais para fundamentar futuras discussões estratégicas no âmbito da Otan.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, expressou preocupação com o crescente uso militar da região ártica por parte da Rússia e China, alertando sobre os riscos à “liberdade das rotas de transporte, comunicação e comércio”. Pistorius enfatizou que “a Otan não permitirá isso e continuará a defender a ordem internacional com base em regras”.
A presença militar internacional na Groenlândia já inclui uma base americana com até 150 pessoas. Outros países europeus também enviaram contingentes:
* A França destacou aproximadamente 15 militares para Nuuk
* A Alemanha mobilizou uma equipe de reconhecimento com 13 integrantes
* A Noruega enviou dois militares
* O Reino Unido contribuiu com um oficial
* A Suécia também enviou oficiais, embora o número exato não tenha sido divulgado
Em contrapartida, a Polônia optou por não participar da missão. O primeiro-ministro Donald Tusk manifestou preocupação, afirmando que um ataque entre países membros da Otan seria “o fim do mundo como o conhecemos”, classificando qualquer tentativa de tomada de território entre aliados como “um desastre político”.