Ex-presidente sofreu queda na cela

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou nesta quarta-feira (7) a abertura de uma sindicância para investigar possíveis falhas na assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada após o recebimento de denúncias que questionam a qualidade do atendimento médico oferecido ao ex-mandatário.
A entidade manifestou “extrema preocupação” com os relatos sobre as intercorrências clínicas envolvendo Bolsonaro, especialmente após o episódio recente em que ele sofreu uma queda e bateu a cabeça em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre prisão.
O CFM destacou em nota oficial diversos aspectos que justificam a necessidade de um acompanhamento médico rigoroso:
* O histórico clínico de alta complexidade do ex-presidente, incluindo múltiplas cirurgias abdominais
* Episódios anteriores de soluços intratáveis e outras comorbidades
* A condição de paciente idoso que demanda monitoramento contínuo
* A necessidade de assistência médica com múltiplas especialidades, garantida pelo estado brasileiro
* A importância do atendimento imediato em situações de urgência e emergência
O Conselho também enfatizou que a autonomia do médico assistente “deve ser soberana” na determinação da conduta terapêutica, “não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”.
Após o incidente da queda, Bolsonaro recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para realizar exames médicos no Hospital DF Star. Vale ressaltar que o atual presidente do CFM, o ginecologista e obstetra José Hiran da Silva Gallo, que assumiu o cargo em 2022, já manifestou publicamente seu apoio a Bolsonaro em diversas ocasiões.
A investigação será conduzida pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), que irá apurar todas as circunstâncias relacionadas à assistência médica prestada ao ex-presidente.