Maior oposição ocorre no Nordeste

Bolsonaro tem rejeição de 53% dos eleitores brasileiros, diz Quaest
Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest revela que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente condenado por tentativa de golpe e preso em Brasília, enfrenta uma significativa rejeição entre os eleitores brasileiros. O levantamento indica que 53% dos entrevistados têm uma imagem negativa do ex-presidente, enquanto 41% mantêm uma visão positiva, e 6% afirmam não conhecê-lo.
Entre os nove políticos avaliados na pesquisa, Bolsonaro registrou simultaneamente os maiores índices de rejeição e aprovação. O atual presidente Lula e Flávio Bolsonaro não foram incluídos neste levantamento específico.
A pesquisa revelou padrões demográficos e regionais significativos na avaliação do ex-presidente:
* A rejeição a Bolsonaro é mais acentuada no Nordeste, onde atinge 67% dos entrevistados
* Entre pessoas que ganham até dois salários mínimos, a desaprovação chega a 59%
* O índice de rejeição alcança 90% entre eleitores que se identificam como de esquerda não-lulistas
* Por outro lado, Bolsonaro mantém forte apoio no Sul do país, com 58% de aprovação
* Eleitores com renda superior a cinco salários mínimos apresentam 52% de aprovação
* Entre os autodeclarados bolsonaristas, a aprovação atinge 97%
A pesquisa também avaliou outros políticos importantes do cenário nacional. Michelle Bolsonaro obteve 39% de aprovação e 38% de rejeição, com 23% dos entrevistados afirmando não conhecê-la. Geraldo Alckmin registrou 37% tanto em aprovação quanto em rejeição, com 26% de desconhecimento. Fernando Haddad apresentou 32% de aprovação e 42% de rejeição, também com 26% de desconhecimento. Já Silas Malafaia obteve 17% de aprovação, 46% de rejeição e 37% de desconhecimento.
Entre os parlamentares avaliados, destacou-se o alto índice de desconhecimento: a senadora Tereza Cristina (75%), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (68%) e o presidente da Câmara Hugo Motta (63%). Motta registrou 11% de aprovação e 26% de rejeição, enquanto Alcolumbre obteve 7% e 25%, respectivamente.
O levantamento foi realizado entre 8 e 11 de janeiro, com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.