Zema acusa adversários políticos

Romeu Zema reage a convocação em CPMI do INSS: “retaliação”
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reagiu à sua convocação pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, classificando-a como uma “retaliação eleitoral” orquestrada por adversários políticos. A convocação está relacionada à investigação de fraudes em aposentadorias e empréstimos consignados.
Em manifestação nas redes sociais, Zema contestou a decisão da comissão e argumentou que a convocação seria uma tentativa de desviar atenção de supostas irregularidades envolvendo o governo federal na concessão de consignados a aposentados.
Pontos principais da controvérsia:
* A convocação foi aprovada com apoio inclusive de parlamentares do partido Novo e da oposição, que argumentaram que o governador não teria nada a esconder
* Zema defendeu a Zema Financeira, empresa de sua família, afirmando que “nunca foi investigada por nada” e que toda sua atuação é transparente
* O governador declarou: “Agora inventaram mais essa da CPI pra ser utilizada como retaliação eleitoral. E nós sabemos muito bem o motivo: eles têm medo da eleição, de gente competente, de gente que faz o certo”
* Em comunicado à CPMI, Zema informou que não participa da administração da Zema Crédito, Financiamento e Investimento S.A. desde 2018
O deputado Rogério Correia (PT-MG), autor do pedido de convocação, justificou a medida pelo fato da Zema Financeira ter sido uma das 12 instituições beneficiadas por uma medida provisória do governo Bolsonaro, que autorizou empréstimos consignados sobre valores do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Durante a última reunião do ano da CPMI, Correia contestou a alegação de perseguição política e afirmou que o governador ainda mantém 16,41% das ações da Zema Financeira. O parlamentar também solicitou a quebra de sigilo da empresa, que não foi aprovada.