O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou-se publicamente nesta sexta-feira sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de remover o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Em nota conjunta com o influenciador Paulo Figueiredo, o parlamentar destacou o apoio do ex-presidente Donald Trump durante o que chamaram de “grave crise de liberdades” no Brasil.
Na manifestação, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo atribuem o agravamento da situação política brasileira à falta de união da sociedade para enfrentar “problemas estruturais”. Os autores também criticam a ausência de coesão e suporte interno às ações desenvolvidas no exterior.
* Em julho, Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sancionados, coincidindo com a imposição de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras por Trump. A justificativa americana baseou-se na atuação do ministro no processo sobre a trama golpista.
* Em setembro, o governo americano expandiu as sanções, incluindo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e a empresa Lex, vinculada à família.
* As sanções, fundamentadas na Lei Magnitsky, resultaram em restrições econômicas, incluindo bloqueio de contas e cancelamento de cartões de crédito no Brasil.
A revogação das sanções ocorre em um momento de aproximação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. O processo envolveu negociações diretas entre os presidentes e articulações diplomáticas entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Na conclusão da nota, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo reafirmam seu compromisso de continuar atuando “de maneira firme e resoluta” pelo que denominam “libertação” do país, finalizando com a frase “Deus abençoe a América” e um pedido de misericórdia para o povo brasileiro.