General da reserva foi preso na última terça

PGR recomenda prisão domiciliar ao general Augusto Heleno
A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu uma recomendação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a concessão de prisão domiciliar humanitária para o general da reserva Augusto Heleno, de 78 anos. O ex-ministro, que foi condenado a 21 anos de prisão no processo da trama golpista, está atualmente cumprindo pena em regime fechado no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
O pedido surgiu após a defesa do general apresentar documentação comprovando que Augusto Heleno é portador de Alzheimer, condição que vem sendo acompanhada desde 2018. Segundo os registros médicos, o diagnóstico de demência mista, combinando etiologias Alzheimer e vascular, foi confirmado em janeiro de 2025.
Durante sua admissão na prisão, Heleno passou por avaliação médica onde relatou ser “portador de Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante”. A médica responsável pelo exame inicial registrou que o general apresentava “bom estado geral, alerta e com sinais vitais regulares”.
A defesa argumentou que o cumprimento da pena em regime fechado pode comprometer a saúde do ex-ministro, considerando não apenas o diagnóstico recente de Alzheimer, mas também sua idade avançada e a existência de outras comorbidades graves.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favorável à solicitação, afirmando que “as circunstâncias postas indicam a necessidade de reavaliação e flexibilização da situação do custodiado”. Em sua argumentação, destacou que a prisão domiciliar seria uma “medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde”.
O pedido agora aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que decidirá sobre a concessão da prisão domiciliar humanitária ao general Augusto Heleno.