Encontro foi autorizado por Moraes

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) realizou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra em prisão domiciliar desde setembro. A visita, que aconteceu nesta sexta-feira (21/11), foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um período de espera de três meses.
Após o encontro, Nikolas Ferreira compartilhou detalhes preocupantes sobre o estado de saúde do ex-presidente e fez duras críticas ao sistema judiciário brasileiro. O deputado expressou particular preocupação com a possibilidade de Bolsonaro ser enviado ao regime fechado.
* O parlamentar relatou que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde persistentes, consequências da facada sofrida em 2018, incluindo crises de soluço e dificuldades para dormir. Segundo Nikolas, na noite anterior à visita, o ex-presidente chegou a dormir no chão ao lado do filho Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
* Durante a coletiva, Nikolas Ferreira declarou: “A situação está muito difícil. Se for para a cadeia, eu acho que tem dificuldade de permanecer vivo”. O deputado sugeriu que existem pessoas que “querem a morte” do ex-presidente, embora tenha evitado mencionar nomes específicos.
* O deputado questionou os processos que resultaram na prisão domiciliar de Bolsonaro, classificando-os como “injustos” e politicamente motivados. Ele também contestou as acusações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro, questionando: “Como que uma pessoa dá um golpe sem estar presente?”
Nikolas Ferreira afirmou que Bolsonaro mantém o ânimo elevado, apesar de se sentir “humilhado” com o que considera ser uma injustiça judicial. O parlamentar mencionou que questões jurídicas foram discutidas com a equipe de defesa e que continua pressionando pela votação de uma anistia ampla para os investigados pelos atos de 8 de janeiro.
Em relação ao seu futuro político, embora seja cogitado para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, Nikolas afirmou que Bolsonaro não fez nenhum pedido nesse sentido. O deputado declarou que sua prioridade atual é a luta política e jurídica, ressaltando a imprevisibilidade do cenário: “Bolsonaro pode ir para a cadeia amanhã, pode ir para a cadeia e depois morrer. Ninguém sabe o que vai acontecer”.