Ele enviou nota ao presidente Alcolumbre

Foto: Renato Menezes/Ascom AGU
Jorge Messias, atual advogado-geral da União e indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma iniciativa diplomática ao enviar uma nota ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A ação surge em um momento crítico, onde o governo enfrenta desafios para assegurar maioria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Na nota direcionada a Alcolumbre, Messias destacou sua experiência prévia no Senado Federal, enfatizando o período em que trabalhou sob a liderança do atual presidente da Casa. O gesto é interpretado como uma tentativa de amenizar as tensões após sua indicação ter contrariado expectativas, especialmente considerando que Alcolumbre defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco.
* A carta ressalta a importância do diálogo institucional, com Messias afirmando: “Durante um período significativo de minha carreira, fui acolhido pelo presidente Davi para trabalhar no Senado Federal, onde, próximo aos demais membros daquela Alta Casa Legislativa, aprendi a dimensionar a atividade política como um espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos em nossa sociedade”.
* O indicado demonstrou disposição para dialogar individualmente com cada senador, declarando: “Buscarei conversar diretamente com cada um dos Senadores e Senadoras, ouvindo atentamente suas preocupações com a Justiça de nosso país e expondo a perspectiva que pretendo, caso aprovado pela Casa, levar ao Supremo Tribunal Federal, para lá agir em defesa de nossa Constituição Federal”.
Um levantamento indica que Messias enfrenta um cenário desafiador. Atualmente, conta com aproximadamente sete votos garantidos, incluindo apoios do PT, PSB, PDT, além dos senadores Mecias de Jesus e Eliziane Gama. Para atingir a maioria necessária de 14 votos na CCJ, precisará conquistar apoios adicionais, especialmente do núcleo MDB-PSD e da oposição.
A situação é particularmente complexa entre os partidos mais distantes do governo, como PL, Novo, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB, onde já existem sinalizações de votos contrários. Mesmo que Messias não obtenha aprovação na CCJ, sua indicação seguirá para votação no plenário, embora uma eventual rejeição na comissão possa representar um significativo revés político.