Dívida atingiu maior nível desde outubro de 2021

Esplanada dos Ministérios | Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) registrou aumento significativo em outubro de 2023, alcançando 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pelo Banco Central. Em termos nominais, o valor saltou de R$ 9,748 trilhões para R$ 9,856 trilhões.
Este indicador, que representa um importante termômetro da saúde fiscal do país, atingiu seu maior patamar desde outubro de 2021, quando estava em 79,52% do PIB. Vale ressaltar que o pico histórico da série ocorreu em dezembro de 2020, chegando a 87,6%, impulsionado pelas medidas fiscais implementadas durante o início da pandemia de covid-19.
De acordo com a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), métrica que começou a ser divulgada pelo BC este ano, a DBGG apresentou elevação de 90,5% para 91,1% do PIB entre setembro e outubro.
A DBGG é um indicador fundamental que engloba as dívidas do governo federal, estados e municípios, excluindo o Banco Central e empresas estatais. Este índice serve como referência para as agências internacionais de classificação de risco avaliarem a capacidade de solvência do Brasil, sendo que quanto maior a dívida, maior o risco percebido pelos investidores.
Em paralelo, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais brasileiras em seu cálculo, também apresentou crescimento, passando de 64,8% para 65,0% do PIB, estabelecendo um novo recorde na série histórica do Banco Central, totalizando R$ 8,143 trilhões.