Messias precisa de 41 votos

Foto: Agência Brasil
A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) desencadeou uma intensa disputa nos bastidores do Senado, com diferentes projeções sobre o resultado da votação marcada para o dia 10. Para ser confirmado, Messias precisa conquistar no mínimo 41 votos dos 81 senadores.
Enquanto aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estimam que Messias teria apenas entre 28 e 31 votos favoráveis, apoiadores do advogado-geral da União afirmam que ele conseguiria aprovação com 45 a 47 votos positivos.
* O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se opõe à indicação, agendou a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça para o dia 10, estabelecendo um prazo considerado apertado para articulações políticas.
* O cenário atual sugere que, se aprovado, Messias poderia ter um quórum similar ao do procurador-geral Paulo Gonet, que obteve 45 votos, e do ministro Flávio Dino, aprovado com 47 votos.
* Há incertezas sobre o posicionamento dos 11 senadores do MDB, especialmente Eduardo Braga e Renan Calheiros, que apoiaram Gonet mas preferiam Rodrigo Pacheco para o STF.
* O Centrão, particularmente o MDB com 11 senadores e o PSD com 14, será decisivo para o resultado, representando quase um terço dos votos.
* A estratégia dos apoiadores inclui a mobilização de lideranças evangélicas e o apoio do ministro André Mendonça, embora alguns senadores vejam Messias como um quadro ideológico do PT.
A disputa também se estende à CPI do INSS, onde há tentativas de convocar Messias para depor sobre fraudes em aposentadorias, movimento que a base governista tenta impedir.
Na história republicana brasileira, apenas o presidente Floriano Peixoto teve indicações rejeitadas pelo Senado, todas em 1894, incluindo a do médico Barata Ribeiro.