Toda semana de clássico tem roteiro repetido: notícias plantadas, boatos e especulações contra o Cruzeiro. O que muda é a criatividade de quem inventa
Tem coisas que não mudam com o tempo. A rivalidade entre Cruzeiro e Atlético-MG é uma delas. A outra é a velha conhecida Galopress em ação na semana de clássico.
Já repararam que, sempre que o jogo se aproxima, aparece uma enxurrada de matérias contra o Cruzeiro? Do nada surgem notas, especulações, crises inventadas. É padrão. É manual. É modus operandi.
As mais recentes: Gabigol estaria insatisfeito e procurando um time na Arábia. Convenhamos, não dá nem pra disfarçar a forçada. É óbvio que Gabriel Barbosa ainda está sendo subutilizado no Cruzeiro. Não faz sentido um jogador que custa mais de R$ 2 milhões por mês ser apenas banco de luxo, aparecer em jogo do time feminino e dar algumas entrevistas soltas. Gabigol é matador. É decisivo. É o tipo de atacante que resolve clássico e título.
Essa semana ele mesmo postou vídeo de um golaço no treino. Muito se falou sobre “acomodação”, sobre ele não estar brigando por titularidade. Sinceramente? Não acredito. O problema não é falta de entrega. O problema é de ajuste. Leonardo Jardim precisa, sim, repensar como aproveitá-lo melhor. Porque não faz sentido colocar Lautaro em campo e deixar Gabigol no banco. Jogador grande tem que estar no jogo grande.
E já que tocamos no Mister, aí veio outra “bomba”: Jardim estaria na mira do Al-Jazira, dos Emirados Árabes. É a típica notícia de semana de clássico. O próprio staff do treinador já desmentiu, dizendo que não recebeu sondagem e que não existe qualquer vontade de sair agora. E vamos combinar: com o tanto de vinho e azeite da família que o português está vendendo nos supermercados do Pedrinho, não vai ser qualquer árabe que vai tirá-lo daqui. Sem contar que ele já disse que está feliz em trabalhar aqui no Brasil.
A verdade é que se o Cruzeiro hoje ocupa a 3ª posição no Campeonato Brasileiro e está nas quartas de final da Copa do Brasil, muito se deve a Leonardo Jardim. O treinador arrumou a bagunça do início do ano, deu padrão ao time, resgatou jogadores desacreditados e, principalmente, devolveu confiança ao torcedor.
Por isso, o recado é claro: o Cruzeiro e a torcida precisam se blindar. Blindar contra falácias, invenções e tentativas baratas de desestabilizar. O foco é só um: classificar na Copa do Brasil. Não existe negociação. Tem que passar. Que seja no sofrimento, que seja na disputa, que seja na raça. Mas tem que passar.
Elenco qualificado? Temos.
Treinador de ponta? Temos.
Torcida apoiando? Temos.
Então, que o Cruzeiro faça um bom jogo contra o Inter, assegure a vaga, e depois vire a chave 100% para o clássico, que será na nossa casa, a Toca 3.
Porque notícia plantada não ganha jogo. Mas o Cruzeiro, sim.