Correios registram prejuízo bilionário com taxa de importação

Correios registram prejuízo bilionário com taxa de importação

Estatal sofre perda de R$ 2,1 bilhões após implementação da “taxa das blusinhas”, que afetou drasticamente as importações de baixo valor

Os Correios enfrentam um dos maiores prejuízos financeiros de sua história, registrando uma perda superior a R$ 2,1 bilhões devido à implementação da chamada “taxa das blusinhas”, medida que alterou as regras de importação para compras internacionais de até US$ 50.

A nova legislação, aprovada em 2024, teve um impacto significativo nas operações da estatal, causando uma queda brusca nas importações por consumidores e afetando diretamente sua receita. O documento interno obtido revela a extensão do prejuízo e suas consequências para a empresa.

Impacto Financeiro e Expectativas

* A previsão inicial de arrecadação dos Correios para 2024 era de R$ 5,9 bilhões com o transporte de mercadorias importadas da China
* O valor efetivamente arrecadado ficou em R$ 3,7 bilhões, representando uma queda de 37% em relação ao esperado
* Mesmo com uma previsão mais conservadora de R$ 4,9 bilhões, houve uma perda de R$ 1,7 bilhão

Perda de Mercado e Mudanças no Setor

* A participação dos Correios no mercado de entregas internacionais caiu drasticamente de 98% para aproximadamente 30%
* Outras empresas entraram no setor de frete de mercadorias internacionais, aumentando a competição
* Segundo o presidente dos Correios, Fabiano Silva: “A gente tinha uma expectativa de receita, que ela foi frustrada, então essa expectativa de receita frustrada se traduz depois em prejuízo na empresa”

A nova tributação estabelece uma cobrança de 20% sobre valores até US$ 50 e 60% sobre o valor excedente, além do ICMS estadual, que será reajustado de 17% para 20% em abril. A medida inclui um desconto de US$ 20 em compras acima de US$ 50 para amenizar o impacto da tributação.

O Ministério da Gestão identificou a crise nos Correios como um dos principais fatores para o aumento do déficit das estatais em 2024, com um rombo total de R$ 3,2 bilhões. A secretária Elisa Leonel destacou que a empresa também foi afetada pela falta de investimentos e encerramento de contratos desde sua inclusão no Plano Nacional de Desestatização.

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