O Atlético deve registrar um aumento em sua dívida, passando de R$ 1,3 bilhão em 2023 para R$ 1,4 bilhão em 2024, conforme projeções do clube. Os números ainda estão em processo de auditoria e serão oficialmente divulgados no balanço financeiro de abril.
Segundo Bruno Muzzi, CEO do clube, o Atlético necessitará realizar mais vendas de atletas nas janelas de transferências do meio e final do ano para equilibrar suas contas. O executivo explicou que um dos principais fatores para o aumento do endividamento foi o alto investimento na aquisição de jogadores nos últimos anos.
Pontos principais sobre a situação financeira do clube:
* Nos últimos quatro anos (2021-2024), o Atlético investiu R$ 880 milhões em contratações, enquanto arrecadou apenas R$ 440 milhões com vendas, resultando em um aumento do endividamento em R$ 400 milhões apenas em transações de atletas.
* O clube já realizou algumas negociações importantes, como a venda do atacante Alisson para o Shakhtar Donetsk por 14 milhões de euros (aproximadamente R$ 87 milhões), podendo chegar a 16 milhões de euros (R$ 99,5 milhões) com bônus por metas.
“A gente pretende em 2025 que tudo aquilo que investimos possamos recuperar com vendas. A venda do Paulinho foi contabilizada em 2024 e a do Alisson em 2025. Mas, na segunda janela e do fim do ano, pretendemos fazer mais movimentos para que a conta feche, fique zerada”, afirmou Muzzi em entrevista ao canal Sports Market Makers.
O CEO do Atlético enfatizou que o objetivo para 2025 é igualar as receitas de vendas aos investimentos realizados em compras de atletas, seguindo o modelo de clubes bem administrados. “A gente ainda precisa, na segunda janela e na janela do final do ano, fazer algumas movimentações para equilibrar essa conta de compra. Isso precisa ser uma realidade de todos os clubes, precisamos saber montar e desmontar elencos”, ressaltou.