O prefeito em exercício de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), reafirmou seu plano de incluir megashows em cada dia do Carnaval 2026, garantindo que a iniciativa não afetará o orçamento destinado aos blocos de rua. A proposta gerou polêmica após a Associação dos Blocos de Rua de Belo Horizonte (ABRA-BH) manifestar preocupação com possível descaracterização da festa.
“Não vamos transformar o Carnaval de BH em Carnaval de abadá. Já fica o recado que no ano que vem teremos grandes nomes outra vez, mas isso não vai impactar na verba dos blocos de rua. Isso será para valorizar os blocos”, afirmou Damião durante coletiva de imprensa.
A ideia surgiu após o sucesso do cortejo do DJ Alok, que reuniu aproximadamente 500 mil pessoas no centro da capital mineira. No entanto, a ABRA-BH expressou preocupações sobre:
* Descaracterização da festa tradicional e sua identidade cultural
* Riscos à segurança dos foliões
* Possíveis problemas de mobilidade urbana
* Priorização do entretenimento comercial em detrimento dos blocos tradicionais
O Carnaval de 2025 apresentou números expressivos:
* 460 blocos desfilaram pela cidade, sendo 99 estreantes
* Participação de artistas nacionalmente reconhecidos como DJ Alok, Chico César, Duda Beat e Sandra de Sá
* 93% dos foliões recomendam o Carnaval de BH
* 70,4% consideraram que a festa melhorou em relação aos anos anteriores
A festa mostrou resultados significativos para a economia local:
* Gasto médio por folião: R$ 1.856,44 (aumento em relação aos R$ 1.474,34 do ano anterior)
* Público total: 6,5 milhões de visitantes
* Movimentação econômica: R$ 1,2 bilhão
* Ocupação hoteleira: 76,73% (crescimento em relação aos 71,36% do ano anterior)
* 18% dos participantes eram turistas de outras localidades
“Foi o melhor e o maior Carnaval da história. O nosso diferencial é que é um Carnaval do povo. A Prefeitura organiza, mas quem faz a festa é o povo”, concluiu Damião, destacando o sucesso do evento e sua característica popular.