Tratamento de Bolsonaro deve durar até 14 dias, mas não há previsão de cirurgia

Tratamento de Bolsonaro deve durar até 14 dias, mas não há previsão de cirurgia

Ex-presidente foi hospitalizado no DF Star com quadro grave de broncopneumonia bilateral. Médicos indicam que tratamento será prolongado

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no hospital DF Star, em Brasília, com um quadro grave de broncopneumonia bilateral. O paciente apresentou sintomas alarmantes, incluindo febre alta, vômitos, calafrios e queda significativa na oxigenação do sangue, com saturação em torno de 80%, bem abaixo do normal.

A condição, que afeta ambos os pulmões, teve início por volta das 2h da manhã, levando à necessidade de suporte de oxigênio ainda no 19º Batalhão da Polícia Militar (Papudinha), onde cumpre pena. Após ser transferido ao hospital, passou por uma série de exames, incluindo tomografia do tórax e avaliações laboratoriais.

Quadro Clínico e Tratamento

* O ex-presidente encontra-se internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), recebendo dois antibióticos intravenosos e monitoramento contínuo
* Segundo o cardiologista Leandro Echenique, “Foi uma pneumonia mais grave do que as duas anteriores que ele teve no ano passado, no segundo semestre”
* O tratamento com antibióticos deve durar entre 7 e 14 dias, dependendo da evolução do quadro
* Não houve necessidade de intubação e não há previsão de cirurgia

Os médicos relacionam o quadro aos episódios de refluxo que Bolsonaro enfrenta desde a facada sofrida em 2018, em Juiz de Fora (MG). Esta condição facilita a broncoaspiração, quando líquidos entram no pulmão, podendo causar infecções.

O cardiologista Brasil Caiado revelou que, durante o período na prisão, Bolsonaro apresentou diversos problemas de saúde: “Nesse período que ele está lá, várias vezes nós corrigimos alguns problemas como crises hipertensivas, distúrbios gastrointestinais, soluções incoercíveis”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que o pai chegou ao hospital “bastante debilitado”, com febre, calafrios e vômitos intensos. Segundo ele, esta foi a internação mais grave do ex-presidente até o momento.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a Polícia Militar mantém vigilância permanente no hospital, com ao menos dois policiais na porta do quarto e equipes responsáveis pela segurança. O acesso a dispositivos eletrônicos está proibido.

A equipe médica, embora não possa descartar riscos à vida devido à gravidade do quadro, afirma que o atendimento inicial já reduziu as chances de complicações. O tratamento será prolongado e não há previsão de alta da UTI.

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