Representantes das principais distribuidoras privadas de combustíveis solicitaram que a Petrobras amplie suas importações de diesel durante reunião realizada na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília. O encontro, que contou com a presença de importantes membros do governo federal, teve como principais objetivos garantir o abastecimento e reduzir o impacto dos preços internacionais no mercado brasileiro.
A reunião contou com a participação do ministro Alexandre Silveira (MME), do secretário-executivo Dario Durigan (Fazenda) e da secretária-executiva Miriam Belchior (Casa Civil), além de representantes das distribuidoras que controlam aproximadamente 70% do mercado de combustíveis no Brasil.
As distribuidoras argumentaram que a Petrobras possui maior capacidade financeira e logística para lidar com as oscilações dos preços internacionais, justificando assim a necessidade de ampliação das importações pela estatal.
* O governo federal anunciou um conjunto de ações visando reduzir o preço do diesel para o consumidor final:
* Zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, com previsão de redução de R$ 0,32 por litro
* Implementação de subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores do combustível
* Fortalecimento dos mecanismos de fiscalização da ANP para garantir que a redução chegue ao consumidor
* Previsão de impacto fiscal de aproximadamente R$ 30 bilhões, que será compensado pelo aumento do imposto de exportação sobre óleos brutos e diesel
O vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou as prioridades do governo: “O primeiro momento foi a preocupação de termos garantido o abastecimento. A segunda é a questão de preço”, destacando a importância da colaboração entre governo e empresas para minimizar os impactos para a população.
As medidas anunciadas devem resultar em uma redução total de cerca de R$ 0,64 por litro nas bombas, combinando os efeitos da desoneração tributária e da subvenção aos importadores. O governo busca, com estas ações, atenuar os efeitos da volatilidade do mercado internacional de energia sobre a economia brasileira.