O conflito no Oriente Médio escalou dramaticamente após ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, resultando em aproximadamente 2 mil mortes, majoritariamente de iranianos e libaneses. A situação provocou uma grave crise nos mercados globais de energia e transporte, com o Irã mantendo sua capacidade de retaliação.
Os confrontos se intensificaram nas últimas duas semanas, com impactos significativos na região:
* A Guarda Revolucionária do Irã confirmou ataques contra três embarcações nas águas do Golfo Pérsico, alegando que os navios desobedeceram suas ordens.
* O Estreito de Ormuz, responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, encontra-se bloqueado após o Irã implantar aproximadamente uma dúzia de minas no canal.
* Quatorze navios mercantes já foram atingidos desde o início do conflito, incluindo um graneleiro tailandês que sofreu incêndio, um porta-contêineres japonês e um graneleiro das Ilhas Marshall.
Os preços do petróleo reagiram fortemente à crise, atingindo quase US$ 120 por barril no início da semana, antes de recuarem para cerca de US$ 90. Em resposta, a Agência Internacional de Energia recomendou a maior liberação de reservas estratégicas da história, totalizando 400 milhões de barris.
Em Teerã, a população enfrenta ataques aéreos noturnos que já provocaram o deslocamento de centenas de milhares de pessoas para áreas rurais. O chefe de polícia iraniano, Ahmadreza Radan, advertiu que manifestantes serão tratados como inimigos, afirmando que “todas as nossas forças de segurança estão com os dedos no gatilho”.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que a operação “continuará sem limite de tempo, até que sejam atingidos todos os objetivos e seu país a campanha”. Enquanto isso, autoridades norte-americanas e israelenses afirmam que seu objetivo é limitar a capacidade do Irã de projetar força além de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear.