O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) uma investigação sobre o possível aumento injustificado nos preços dos combustíveis após o conflito entre Irã e Israel. A medida foi tomada depois que sindicatos de postos de combustíveis de cinco estados relataram aumentos significativos nos preços praticados pelas distribuidoras.
O governo federal ressaltou que não há motivos técnicos ou mercadológicos que justifiquem elevações abruptas nos preços dos combustíveis no momento. A Petrobras mantém sua política de preços alinhada ao mercado internacional, mas com maior previsibilidade e estabilidade.
De acordo com as denúncias recebidas, algumas distribuidoras teriam elevado os preços de venda aos postos sem justificativa aparente, aproveitando-se do cenário de tensão internacional. A Petrobras, principal fornecedora de combustíveis do país, já havia declarado que manteria sua política de preços inalterada, descartando reajustes imediatos.
* O Ministério da Justiça determinou que a Senacon notifique as principais distribuidoras do país para prestarem esclarecimentos sobre as variações de preços.
* Os sindicatos dos postos de combustíveis de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia reportaram aumentos que variam entre R$ 0,20 e R$ 0,30 por litro na gasolina.
* A Petrobras reafirmou seu compromisso com a estabilidade do mercado interno, destacando que possui capacidade de abastecimento suficiente para atender à demanda nacional.
A investigação buscará identificar possíveis práticas abusivas e especulativas no mercado de combustíveis, podendo resultar em sanções às empresas que forem flagradas em condutas irregulares.