Em meio à crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, emitiu um alerta direto ao presidente americano Donald Trump, advertindo-o para “não ser eliminado”. A declaração surge em um momento de intensificação dos conflitos entre as duas nações, com bombardeios mútuos e ameaças crescentes.
O conflito tem se desenvolvido com uma série de eventos significativos:
* Larijani publicou nesta terça-feira (10) que “a nação iraniana não teme suas ameaças vazias”, direcionando sua mensagem a Trump. O secretário iraniano reforçou a advertência afirmando que “nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado”.
* No último sábado (7), Larijani já havia declarado que Trump deveria “pagar o preço” pelos ataques conjuntos realizados pelos EUA e Israel contra o Irã. Em resposta, Trump demonstrou indiferença, afirmando: “Não tenho ideia do que ele está falando ou quem ele é. Não me interessa”.
* Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, também se manifestou na terça-feira, prometendo uma resposta “olho por olho” aos ataques contra a infraestrutura iraniana.
As tensões escalaram após Trump ameaçar que o Irã seria atingido com força 20 vezes maior caso tentasse bloquear o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O presidente americano também alertou sobre a destruição de alvos que impossibilitariam a reconstrução do país.
Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, anunciou que os ataques contra o Irã se intensificarão, prometendo os bombardeios mais pesados desde o início do conflito, há 10 dias. Em coletiva no Pentágono, Hegseth declarou: “Hoje será, mais uma vez, o nosso dia de ataques mais intensos dentro do Irã”.
As Forças Armadas americanas reportaram ter atingido mais de 3.000 alvos iranianos na primeira semana de operações, resultando na morte de sete militares estadunidenses durante o conflito.