STF inicia julgamento de deputados do PL por propina

STF inicia julgamento de deputados do PL por propina

Primeira Turma do STF analisa denúncia contra parlamentares do PL acusados de exigir R$ 1,6 milhão em propina sobre emendas do orçamento secreto

A Primeira Turma do STF inicia nesta terça-feira o julgamento de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra dois deputados federais e um ex-deputado do PL. Os parlamentares são acusados de participar de um esquema criminoso envolvendo R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares do orçamento secreto.

Os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE) são acusados de solicitar R$ 1,6 milhão em propina, equivalente a 25% do valor das emendas, ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes, em 2020.

Cronograma do Julgamento

* A Primeira Turma do STF reservou três sessões para o julgamento, começando às 9h de terça-feira, com uma segunda sessão às 14h e, se necessário, uma terceira às 9h de quarta-feira
* O presidente da Turma, Flávio Dino, abrirá a sessão, seguido pelo relator Cristiano Zanin, que apresentará um resumo do caso
* O subprocurador-geral Paulo Vasconcelos Jacobina terá 60 minutos para manifestação, com possível extensão devido ao número de réus
* As defesas terão até uma hora cada para sustentações orais
* A votação iniciará com o voto do relator, seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino

Detalhes da Acusação

A PGR aponta que o núcleo central da organização era composto pelos três parlamentares, com Josimar Maranhãozinho exercendo posição de liderança. Também são réus no processo João Batista Magalhães, assessor parlamentar e lobista; Thalles Andrade Costa, filho de Bosco Costa; Antônio José Silva Rocha, ex-prefeito de Água Doce do Maranhão; e os assessores Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto.

A investigação teve início após denúncia do ex-prefeito José Eudes, que relatou cobranças e intimidações pelo grupo. A Procuradoria afirma possuir provas “irrefutáveis” da autoria e materialidade dos crimes, incluindo diálogos e documentos obtidos durante a investigação.

Os parlamentares negam as irregularidades e solicitaram o arquivamento da ação por falta de provas. A PGR pede a condenação dos acusados, a perda dos mandatos e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

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