A Polícia Civil encaminhou à Justiça nesta quinta-feira um pedido de prorrogação da prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito no desaparecimento da família Aguiar em Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre. O PM está detido desde 10 de fevereiro, e seu mandado de prisão, que expira na próxima semana, pode ser estendido por mais 30 dias.
O caso envolve o desaparecimento de Silvana de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Aguiar, 69 anos, e Dalmira Aguiar, 70 anos, que não são vistos desde 24 e 25 de janeiro.
* Em 24 de janeiro, câmeras de segurança registraram movimentações suspeitas na residência de Silvana, incluindo a entrada de um carro vermelho às 20h34, permanecendo por oito minutos
* No dia 25 de janeiro, os pais de Silvana foram à casa de Cristiano buscar ajuda para encontrar a filha, sendo esta a última vez que foram vistos
* A polícia encontrou vestígios de sangue no banheiro e área externa da casa de Silvana durante perícia realizada em 5 de fevereiro
* O celular de Silvana foi localizado em 7 de fevereiro, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais
Nesta quinta-feira, a polícia realizou buscas na residência de um amigo do PM, apreendendo um celular, pen drive, HD externo e videogame. O objetivo é verificar o álibi apresentado por Cristiano, que afirma ter passado a noite do desaparecimento jogando videogame com este amigo.
O advogado Jeverson Barcellos, que representa Cristiano, manifestou-se através de nota: “Cristiano e seus familiares vêm colaborando com a investigação, fornecendo senhas de aparelhos eletrônicos, apontando testemunhas e franqueando acesso nos imóveis. Em nenhum momento houve embaraço ao trabalho policial, já que sempre tiveram conhecimento que tinha acesso ao imóvel de Silvana para tratar dos animais de estimação do filho do casal”.
A Polícia Civil continua realizando buscas em diferentes áreas da Região Metropolitana de Porto Alegre, concentrando-se em áreas de mata de Gravataí e Cachoeirinha, além de trechos do Rio Gravataí. Os locais foram definidos com base em informações obtidas do celular do suspeito.
As investigações prosseguem em várias frentes, incluindo a análise das amostras de sangue encontradas na residência da vítima e a identificação do proprietário do carro vermelho visto no local do desaparecimento.