O governo federal intensificou suas críticas ao governador Romeu Zema (Novo) em relação à ausência de obras estruturantes para prevenção de desastres em Minas Gerais, em meio à crise provocada pelas fortes chuvas que já resultaram em 70 mortes no estado.
Durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, acompanhado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, fez novas declarações após reunião com prefeitos de Ubá e Juiz de Fora, cidades severamente afetadas pelos temporais.
Principais pontos do embate entre governo federal e estadual:
* O ministro Rui Costa revelou que aproximadamente R$ 3,5 bilhões em obras estão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Minas Gerais, ressaltando que as propostas foram apresentadas pelos municípios, não pelo governo estadual.
* Segundo Costa: “Infelizmente o governo do Estado não apresentou propostas para a prevenção de acidentes, seja em 2023, 2024 ou 2025”. O ministro também mencionou que Minas enviou apenas duas propostas “completamente desenquadradas tecnicamente”.
* Em resposta às críticas do presidente Lula, Zema utilizou as redes sociais para classificar as declarações como “inaceitáveis”, acusando o presidente de divulgar “fake news”. O governador afirmou que Minas apresentou projetos que totalizam mais de R$ 9 bilhões dentro do PAC, dos quais apenas R$ 280 milhões teriam sido liberados.
Durante a crise, equipes estaduais e federais trabalham no atendimento às cidades afetadas por deslizamentos e alagamentos. O presidente Lula determinou a instalação de um escritório de resposta federal na Prefeitura de Juiz de Fora para agilizar ações emergenciais.
O governo de Minas Gerais foi procurado para se manifestar sobre as declarações de Rui Costa, mas não houve resposta até o momento.