O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados para explicar o posicionamento do governo brasileiro em relação ao conflito no Oriente Médio. A convocação, feita pela comissão dominada pela oposição, torna obrigatória a presença do chanceler.
O questionamento surge após uma série de manifestações oficiais do governo brasileiro sobre os recentes acontecimentos na região. A mais recente nota, divulgada pelo Itamaraty, expressa preocupação com a expansão do conflito para o Líbano, envolvendo confrontos entre Israel e o Hezbollah.
* O governo brasileiro emitiu três notas oficiais sobre o conflito:
* A primeira condenou o ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, destacando que o ataque ocorreu durante negociações diplomáticas
* A segunda manifestou “profunda preocupação” com a escalada das hostilidades na região do Golfo, referindo-se aos ataques de retaliação do Irã contra instalações americanas em países árabes
* A terceira, mais recente, expressa “grande preocupação” com a extensão do conflito ao Líbano, mencionando o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os contra-ataques israelenses, incluindo a região de Beirute
O conflito também está impactando os planos diplomáticos do Brasil. A prevista visita do presidente Lula a Washington, inicialmente planejada para a segunda quinzena deste mês, pode ser afetada pela duração do conflito. A viagem tinha como objetivo principal discutir relações bilaterais com o presidente americano Donald Trump.