Novas denúncias de abuso sexual ampliam crise envolvendo desembargador do TJMG

Novas denúncias de abuso sexual ampliam crise envolvendo desembargador do TJMG

Ex-funcionária e aluna do desembargador do TJMG relatam casos de assédio sexual, somando-se à denúncia anterior feita por seu primo

O desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), enfrenta uma série de denúncias de assédio sexual. As acusações ganharam destaque após sua decisão polêmica de absolver um homem condenado por estuprar uma adolescente de 12 anos, o que encorajou várias vítimas a compartilharem suas experiências de abuso envolvendo o próprio magistrado.

As denúncias contra Magid Nauef Láuar incluem relatos de diferentes períodos e contextos, começando com a acusação de seu primo Saulo Láuar, que revelou ter sofrido abuso aos 14 anos. Posteriormente, surgiram novos depoimentos de ex-funcionárias e estagiárias, revelando um padrão de comportamento abusivo no ambiente profissional.

* Uma ex-aluna e estagiária relatou ao programa Fantástico da TV Globo ter sido beijada à força durante um almoço com o desembargador. Em seu depoimento, ela expressou: “Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida, sem saber o que fazer. Aquilo me marcou profundamente. Eu não voltei mais para o estágio”.

* Outra vítima descreveu agressões ocorridas em 2009 dentro do gabinete do então juiz em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Os atos incluíram toques forçados e tentativas insistentes de beijo. A vítima explicou seu silêncio prolongado: “Na época, eu tinha muito medo. Porque ele é o juiz, né? O poder é dele, seria a minha palavra contra dele”.

* Depoimentos anônimos adicionais reforçam o padrão das acusações, com relatos como: “A porta do quarto estava entreaberta. Ele pega a minha mão e leva até o órgão genital dele” e “Ele veio e me deu um beijo na boca. Sem o meu consentimento. Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida”.

Para as vítimas, romper o silêncio representa uma forma de enfrentamento ao poder que as silenciou por tanto tempo. Como destacou uma das denunciantes: “O silêncio, a relativização, a indiferença, também são formas de violência. Então, é por isso que nós não podemos mais nos calar”.

O TJMG informou que o desembargador Magid Nauef Láuar não irá se manifestar sobre as acusações.

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