Uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo em Copacabana, Rio de Janeiro, após ser atraída para uma emboscada por seu ex-namorado menor de idade. O crime ocorreu em um apartamento usado para aluguel por temporada, onde a vítima acreditava que teria um encontro romântico.
Segundo o delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, “A gente trata esse caso como uma emboscada planejada. Ela foi levada a erro por esse garoto, esse menor que já tinha um relacionamento anterior com ela. Ela achou que estava indo para lá para ter um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que chegou lá havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”.
* Quatro adultos foram identificados e são considerados réus: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos
* O apartamento onde ocorreu o crime pertence ao pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin
* O menor de 17 anos, ex-namorado da vítima, também está sendo procurado
* Câmeras de segurança registraram a entrada e saída dos suspeitos do condomínio
* A vítima procurou a 12ª DP logo após o ocorrido
* O delegado relatou que “Ela chegou à delegacia muito abalada emocionalmente e com algumas lesões aparentes nas costas, nos glúteos e na vagina”
O exame de corpo de delito confirmou as agressões sofridas pela adolescente, apresentando lesões compatíveis com violência física, incluindo ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas. O perito também identificou uma possível fratura na costela.
“Ela sofreu muita violência física. Foi agredida por todos eles. Ela relatou sessões de tapas e chutes. Inclusive, a perícia apontou suspeita de fratura na costela. E sofreu muita violência psicológica também, com xingamentos e humilhações”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil realizou uma operação denominada “Não é Não” para tentar capturar os suspeitos, que estão foragidos. O Ministério Público do Rio (MPRJ) já denunciou os quatro homens à Justiça, que expediu mandados de prisão preventiva contra eles.
Em seu depoimento, a vítima relatou que foi impedida de deixar o local e foi forçada a manter relações sexuais com todos os agressores, além de sofrer diversas formas de violência física e psicológica durante o ataque.