Desembargador que absolveu acusado de estupro enfrenta sete denúncias de abuso

Desembargador que absolveu acusado de estupro enfrenta sete denúncias de abuso

Desembargador do TJMG, que absolveu homem acusado de estupro de vulnerável, é alvo de múltiplas acusações de abuso sexual, incluindo de familiar

O desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), enfrenta sete denúncias de abuso sexual, conforme revelado pela deputada federal Duda Salabert em suas redes sociais nesta quinta-feira (26). O magistrado ganhou notoriedade nacional após atuar como relator em um controverso julgamento que inicialmente absolveu um homem acusado de estupro de vulnerável.

Segundo informações do portal G1, quatro das denúncias já foram oficialmente registradas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada Duda Salabert confirmou que todas as sete denúncias foram devidamente encaminhadas às autoridades competentes, declarando: “Estou em diálogo com todas as vítimas e já encaminhei formalmente as denúncias ao Ministério Público e ao CNJ. Nenhuma instituição pode ser espaço de impunidade. Nenhuma vítima será silenciada.”

Entre os denunciantes está Saulo Láuar, de 42 anos, que formalizou junto ao CNJ uma acusação contra o desembargador, seu primo em segundo grau. O caso teria ocorrido quando Saulo tinha 14 anos, e seu depoimento foi prestado em Teófilo Otoni. Em manifestação nas redes sociais, Saulo expressou que sua decisão de tornar público o relato visa apoiar uma insatisfação coletiva, mesmo enfrentando preocupações familiares quanto à sua segurança.

Em meio à repercussão das denúncias, Magid Nauef Láuar reformou sua decisão anterior no caso que havia gerado polêmica nacional. O desembargador voltou atrás e manteve a condenação de 9 anos e 4 meses de prisão para um homem de 35 anos acusado de abusar de uma menina de 12 anos, assim como para a mãe da vítima. Em sua nova decisão, o magistrado citou a necessidade de “corrigir erros” e mencionou a “repercussão do caso”.

O TJMG informou que o desembargador não se pronunciará sobre as acusações. O CNJ, por sua vez, através de sua Secretaria de Comunicação Social, declarou não ter informações sobre o caso até o momento, enquanto o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ainda não se posicionou sobre o assunto.

O caso original que trouxe Magid Nauef Láuar aos holofotes envolvia um homem com passagens policiais por homicídio e tráfico de drogas, que foi flagrado com uma adolescente de 12 anos, tendo admitido manter relações sexuais com ela sob suposta autorização da mãe da menor.

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