Padre Egídio de Carvalho Neto foi condenado pela Justiça da Paraíba a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por furtar mais de 600 celulares doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé. A sentença, divulgada pelo Ministério Público estadual, também determina a devolução de R$ 525 mil ao Instituto São José e à Arquidiocese da Paraíba.
O caso faz parte de uma investigação mais ampla sobre desvio de recursos públicos em instituições de caridade em João Pessoa. O padre, que atualmente cumpre prisão domiciliar devido a problemas de saúde, responde a 11 ações na Justiça.
* A Operação Indignus, deflagrada em outubro de 2023, revelou um esquema de desvio de recursos que deveriam ser destinados ao atendimento de pessoas carentes no Hospital Padre Zé e ao fornecimento de alimentos para moradores de rua
* Um assistente também foi condenado a 4 anos, 7 meses e 16 dias de prisão, além de multa. Ambos iniciarão o cumprimento da pena em regime semiaberto
* As defesas dos condenados afirmam ter recorrido da decisão, alegando inocência
* O Gaeco identificou 19 imóveis, entre mais de 30 sequestrados judicialmente, atribuídos a Egídio de Carvalho Neto
* O Ministério Público já ofereceu 11 denúncias: duas em 2023, oito em 2024 e uma em 2025, sendo que duas tramitam sob segredo de justiça
* Os acusados respondem por crimes de lavagem e ocultação de bens e capitais, peculato, obstrução de justiça e constituição de organização criminosa
O padre, que está em prisão domiciliar desde abril de 2024 devido ao tratamento de câncer, é acusado de usar recursos destinados à caridade para adquirir imóveis e itens de luxo em seu nome e de laranjas. O caso continua em desenvolvimento com mais de 20 processos judiciais em andamento.