Kim Jong-un foi reeleito ao cargo máximo do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, consolidando sua liderança com forte ênfase no desenvolvimento nuclear do país. Os delegados do partido atribuíram a ele o fortalecimento do arsenal nuclear e a ampliação da influência regional do país.
Durante o congresso do partido, evento crucial para definição das diretrizes políticas e militares para o próximo quinquênio, Kim Jong-un demonstrou clara intenção de acelerar o programa nuclear norte-coreano, que já possui mísseis com capacidade de atingir territórios aliados dos Estados Unidos na Ásia e o próprio território americano.
* O Comitê Central do partido passou por uma significativa renovação, com a substituição de veteranos militares e do líder do parlamento de Pyongyang, totalizando 138 membros
* Importantes figuras foram excluídas do novo Comitê, incluindo Choe Ryong Hae, os marechais Pak Jong Chon e Ri Pyong Chol, além de autoridades ligadas ao diálogo intercoreano
* A agência oficial KCNA informou que Kim Jong-un foi reeleito secretário-geral com “vontade inabalável e desejo unânime” dos delegados
* Kim Jong-un tem adotado uma postura mais assertiva na região, expandindo agressivamente o arsenal nuclear
* O líder norte-coreano fortaleceu laços com a Rússia, inclusive no contexto da guerra na Ucrânia
* As relações com a China também foram reforçadas, incluindo uma viagem a Pequim e encontro com Xi Jinping, que enviou congratulações pela reeleição
A Coreia do Norte interrompeu as negociações diplomáticas com os Estados Unidos e a Coreia do Sul após o fracasso da cúpula de 2019 entre Kim Jong-un e Donald Trump. Em 2024, Pyongyang intensificou sua postura hostil, passando a tratar a Coreia do Sul como inimigo permanente e rejeitando qualquer negociação que condicione o diálogo à desnuclearização.